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A Escola e os nossos valores

Edição Guia escolas

“Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.” Trecho do primoroso Último Discurso do filme O Grande Ditador, uma das obras-primas de Charles Chaplin, lançado em 1940.
Espantoso como, depois de tanto tempo, o texto continua atual. À medida que a sociedade evolui, conquistas são celebradas, como maior acesso à informação, uso da tecnologia para facilitar a rotina diária, inovações em geral. Porém, em contrapartida, as exigências dessa vida moderna também enrijecem as relações humanas e tornam mais evidente a necessidade do desenvolvimento das habilidades nessa área, para um real amadurecimento do indivíduo e das instituições. Creio estar aí o cerne do desafio para a Educação. E um dos caminhos para aprimorar a filosofia educacional das escolas.
Em busca da educação adequada aos filhos, capaz de muni-los de embasamento suficiente para enfrentar os desafios do mundo, procura-se a escola ideal, com professores ideais e estrutura de igual porte. Para a obtenção da satisfação plena desse anseio, alguns quesitos são colocados à prova, dentre os quais os principais são: localização, custo, infra-estrutura e linha pedagógica adotada.
Os dois primeiros são importantes, mas não totalmente determinantes. A estrutura, apesar de essencial, é mais uma ferramenta para facilitar a aplicação do que penso ser o fator de maior peso: a filosofia de ensino. Se essa for bem aplicada, pais e mães podem fazer o que estiver ao alcance para adaptar locomoção e verba, não levar em consideração se a escola tem ou não algum aparato técnico desejado.
Na verdade, todo o ambiente escolar contribui para a formação dos alunos, mas é a forma de ensinar que vai transformá-los em cidadãos conscientes, em indivíduos pensantes, atuantes em seus ramos de atividade e, acima de tudo, mais humanos. Essa é a liga que dá sentido aos cálculos da Matemática, às conjugações da Língua Portuguesa, aos exercícios da Educação Física e até mesmo às atividades extracurriculares.
Escolas são mais que edifícios, laboratórios ou centros esportivos. São pessoas. Pessoas que carregam e transmitem valores, que influenciam nossos filhos na maneira de perceber as coisas ao redor, aprender e interagir com elas. Por necessidade ou por opção, são extensões das nossas casas e, por esse motivo, tornam-se co-responsáveis pela forma com que os futuros adultos agirão; se para o lado proativo ou reativo.
Cabe a nós, tutores legais, responsáveis, formadores de opinião, incentivadores da cultura, pais apaixonados e preocupados com o bem-estar de nossos rebentos, o papel de participar e auxiliar nas diretrizes das escolas. Sugerir e cobrar o que pode ser nosso maior legado aos filhos: Educação (em sentido irrestrito da palavra). Ela é um dos principais agentes transformadores do mundo e, por conseguinte, modificada pelo mesmo.

*Manoel Gonçalves é pai, Editor de Arte, colaborador e ombudsman do portal e blog Desabafo de Mãe (www.desabafodemae.com.br).

Publicação:

Sobre o autor

Manoel Gonçalves

Designer gráfico

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