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É preciso trocar de escola, e agora?

Edição Guia escolas

Por Cláudia Ayres Paschoalin*

Ao escolher uma nova escola, os pais devem ter clareza na forma como concebem a educação de seus filhos, quais suas convicções, crenças e expectativas. A partir dessa análise, procurar instituições que reflitam, por meio de sua proposta pedagógica, a proximidade com a concepção familiar. Além disso, o espaço físico também conta muito. A aprendizagem acontece em diversos ambientes, não somente nas salas de aula. Colégios com infraestrutura diversificada mobilizam a construção da aprendizagem por meio de diversas linguagens e desenvolvem habilidades cognitivas e socioemocionais. Por estes e outros motivos, a decisão de mudança deve ser analisada com muita cautela.

A confiança na opção feita é imprescindível. É importante que as famílias estejam convictas e seguras da escola que escolheram. Essa segurança será transmitida à criança e o processo de adaptação tenderá a ser tranquilo. A criança “lê” os pais com muita facilidade e percebe quando há insegurança, receio ou medo de deixá-la no novo espaço. Por outro lado, uma atitude positiva dos pais e familiares em relação à troca de escola no meio do ano suscitará uma tranquilidade e segurança maior na criança durante os primeiros dias de aula, favorecendo a integração ao grupo, à professora, aos espaços da escola e aos procedimentos escolares.

A transparência na relação escola x família é imprescindível. Ambas têm como maior bem a educação das crianças, cada uma dentro das suas especificidades; por isso, a parceria e a transparência nas relações é fundamental. A comunicação entre família e escola deve ser clara, direta, com as pessoas responsáveis e capazes de fornecer informações fidedignas, evitando interpretações equivocadas e ampliações desnecessárias. A menor distância entre dois pontos é uma linha reta: assim se deve compreender e realizar a comunicação entre esses dois núcleos essenciais na formação das crianças.

O processo de adaptação escolar envolve pais, familiares, professores, gestores. Cabe à escola estar preparada para acolher os alunos na sua diversidade com profissionais disponíveis e atentos para acalmar os choros das crianças e a ansiedade das famílias. É um momento delicado na rotina escolar, favorecido por uma flexibilidade no tempo de permanência da criança na escola nos primeiros dias e de um familiar, considerando que cada criança tem seu tempo e que merece ser acolhida com paciência e carinho.

Ir para escola é bom!
O ingresso na escola deve ser tratado da forma mais normal e verdadeira possível. É um passo importante, necessário, bom. É uma etapa fundamental do crescimento. É um acontecimento que faz parte da vida de todos, portanto deve ser encarado como uma etapa sequencial da vida. A própria relação entre as pessoas no ambiente escolar deverá ser, quando bem conduzida, o melhor estímulo para a criança querer ir para a escola. Nesse ambiente ela conhece e convive com seus pares, brinca, aprende, aprende brincando, recebe afeto, orientações, acolhimento, amplia seu mundo e suas relações com a segurança de poder errar, repensar, corrigir, pois tem a mediação dos professores como suporte e referência.

É preciso ser verdadeiro com a criança, por menor que ela seja, sinalizando todas as ações que acontecerão. A frequência e a pontualidade no horário da saída são essenciais para a criação da rotina e da segurança frente ao distanciamento desse período, um distanciamento saudável e mobilizador de reencontros animados e cheios de novidades.

* Cláudia Ayres Paschoalin é coordenadora da Educação Infantil e Ensino Fundamental – Anos Iniciais do Colégio Marista Glória, em São Paulo.

Para saber mais sobre o Colégio Marista Glória, acesse http://bit.ly/2LAH6Qx.

Publicação:

Sobre o autor

Vagner Apinhanesi

Jornalista na Editora Educacional.

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