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Como integrar as habilidades socioemocionais no currículo escolar

Edição Guia escolas

Por Vicki Zakrzewski

“Sem tempo”. Muitas vezes, os professores dizem que é por isso que não podem ensinar habilidades socioemocionais para seus alunos – e não é de se admirar, já que as demandas a eles colocadas são muito grandes.

Mesmo que uma abordagem de educação socioemocional de 30 minutos seja difícil de se encaixar em uma semana, é possível trabalhar este tipo de conteúdo no currículo já existente. Em um estudo da Fairfield University (Collaboration for a curriculum of caring: the zeitgeist is rifht), os professores em conjunto com psicólogos criaram atividades de artes e linguagem com o foco na educação socioemocional.

Os pesquisadores descobriram que o processo produziu lições “criativas e poderosas” e promoveu o desejo, em ambos os grupos, de continuar esse tipo de trabalho.

Da mesma maneira, o GGSC Summer Institute for Educators (Berkeley University) decidiu fazer os mesmo estudos, e os pesquisadores ficaram entusiasmados com os resultados. Grande parte dos currículos nas escolas já tem o potencial de oferecer lições sobre questões socioemocionais – se os educadores fizerem essas conexões.

As escolas que desejam ensinar as habilidades socioemocionais, mas encontram-se presas nas “grades curriculares”, podem, em vez disso, fazer um levantamento socioemocional dos alunos e associar com o que estão aprendendo atualmente. Muitos tópicos, livros, pessoas e conceitos dentro dos currículos já envolvem questões socioemocionais.

Por exemplo, um dos educadores do estudo, na aula de matemática do Ensino Fundamental 1,  apontou que as frações subjazem a prática das comunidades que dividem os recursos. Quando os alunos aprendem sobre as frações a partir de uma pizza, eles também podem perguntar: como a pizza poderia ser dividida com base em quem era o mais faminto? – uma ótima introdução à ideia de equidade.

Além disso, o simples ato de trabalhar em uma determinada lição pode gerar desafios sociais e emocionais para os estudantes. Ao elaborar uma lição, os educadores também podem fazer perguntas como:

– A lição envolve conversas desafiantes que podem fazer surgir conflitos de valores?
– Os alunos devem trabalhar sozinhos ou em grupos?
– A tarefa é tão exigente que os alunos talvez precisem dar conta de suas emoções ou demonstrar atenção e perseverança?
– Eles precisam exibir autoconfiança – por exemplo, durante uma apresentação oral – ou definir metas de longo prazo, ou fazer escolhas éticas?

Ao integrar a educação socioemocional no conteúdo curricular, os educadores não só oferecem aos alunos a oportunidade de praticar suas habilidades socioemocionais, mas também mostram a integração dessas habilidades em nossas vidas diárias.

Trabalhar atividades curriculares através de uma lente socioemocional é como um hábito mental: quanto mais você faz, mais fácil fica. Talvez o maior benefício de ensinar aulas como essas é que os alunos começarão a examinar sua educação, suas decisões, seus interesses e seus relacionamentos através dessa lente, ajudando-os a cultivar uma abordagem mais pensativa e criteriosa para a vida.

 

Este conteúdo é uma sugestão do Nuvem9Brasil, um programa de educação das competências socioemocionais que proporciona aos alunos da Educação Infantil ao Ensino Fundamental das escolas particulares, públicas e ONGs a aquisição e o fortalecimento de valores humanos essenciais, como Honestidade, Cooperação, Perseverança e Gentileza. Atende mais de 500 mil alunos nos Estados Unidos, México, Colômbia, Chile, Costa Rica, República Dominicana e Porto Rico. No Brasil, está disponível em Língua Portuguesa e Inglesa. Saiba mais em www.nuvem9brasil.com.br.

Publicação:

Sobre o autor

Vagner Apinhanesi

Jornalista na Editora Educacional.

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