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Escolha da escola: o que deve ser considerado em uma instituição que priorize o inglês

Edição Guia escolas

Com o segundo semestre de 2018 perto do fim, se aproxima a época do ano em que os pais começam a pesquisar as melhores opções de escola para que seus filhos tenham uma educação de boa qualidade e alinhada com seus princípios e prioridades. Nesse sentido, há aqueles que consideram o aprendizado de inglês como primordial, seja ainda na infância ou na fase do Fundamental ou Médio, quando a necessidade se torna mais latente. Entretanto, nem todos sabem ao certo o que avaliar na hora da decisão.

A procura por uma educação que promova o bilinguismo (português – inglês) entre os alunos vem crescendo a cada ano. Dados da Associação Brasileira do Ensino Bilíngue (Abebi) mostram que entre 3% e 4% das escolas privadas já entraram nesse formato, o que representa um universo de aproximadamente 270 mil estudantes. Aliado a isso, considerando os últimos cinco anos, o mercado de escola particulares formais cresceu 2% ao ano, em média, no Brasil. Já a fatia das bilíngues se expandiu a índices entre 6% e 10%.

Além de questões objetivas, como preço e localização, outras tantas, como metodologia, por exemplo, são de extrema importância para garantir a efetividade no ensino desejado. A seguir, Alberto Costa, senior assessment manager de Cambridge Assessment English no Brasil (departamento da Universidade de Cambridge voltado para avaliação de proficiência internacional em inglês), lista alguns cuidados para auxiliar nessa tarefa de entender os detalhes que impactam diretamente na performance escolar e no resultado educacional adquirido e que precisam ser observados no processo de escolha:

1 – Conceituação
Primeiro de tudo, é importante ressaltar que existe uma diferenciação entre o que é uma escola internacional, que é aquela que segue um programa de ensino próprio com todo o conteúdo lecionado em língua estrangeira; o que é uma escola bilíngue, que oferece entre 40% e 50% do conteúdo brasileiro ministrado em língua estrangeira e que possui registro do Ministério da Educação (MEC); e o que são os programas bilíngues adotados por escolas regulares, que acrescentam um aprofundamento do idioma sem alterar o programa obrigatório pedido pelas leis que regem a educação no País.

“Esse entendimento é importante para saber, ao certo, a que modelo de ensino o aluno será submetido. Entretanto, não é passível de comparação direta, o que significa dizer que não é possível eleger um melhor e um pior em termos de resultados. Se bem estruturados, qualquer um dos três formatos resultará em alunos com domínio alinhado ao propósito do currículo”, explica Costa.

2 – Carga horária
De uma maneira geral, o aprendizado acontece por meio da exposição. Quanto maior o tempo exposto a algo novo, mais seus conceitos são entendidos como natural e mais profundamente é possível ir no conteúdo. Isso significa que a carga horária da disciplina em cada instituição é algo que os pais precisam prestar bastante atenção no momento da pesquisa.

Por exemplo, as escolas adeptas à educação bilíngue precisam seguir as Leis de Diretrizes e Bases da Educação e as normas do MEC que passam pela carga horária mínima e pela quantidade de dias letivos do ensino regular. Em função disso, para conseguir administrar tanto o conteúdo em Português como na língua adicional, elas tendem a adotar períodos totalmente ou parcialmente integrais.

“A partir de três horas semanais é possível implementar programas de inglês que objetivem a proficiência. O que os difere é o nível de domínio ao final do período de estudos, que pode variar do intermediário até o mais avançado dependendo da combinação entre o tempo de exposição e a quantidade de anos em que ele é aplicado. A dica aqui é levar em consideração o que se objetiva ao fim do período de estudos para, então, checar se a carga horária é suficiente”, sugere o especialista de Cambridge English.

3 – Metodologia
O tempo de exposição dos alunos ao idioma é primordial, mas para que seja efetivo é necessário que haja qualidade na forma como é empregado. E aí está outro ponto que deve ser observado com cuidado: a metodologia adotada. No contexto atual, em que os estudantes precisam cada vez mais desenvolver habilidades como o raciocínio lógico e a comunicação interpessoal em função dos desafios profissionais, as escolas que adotam metodologias ativas saem na frente.

Em outras palavras, a preferência deve ser por currículos que estimulem os alunos a estar no centro do aprendizado e que os coloquem em situações de uso real da língua. Por exemplo: que adotem atividades de culinária para as crianças, aulas temáticas de soletração para os adolescentes ou debates sobre como resolver questões latentes da sociedade, como o aquecimento global, para quem está prestes a seguir seu rumo fora da escola.

Outra referência trazida por Alberto Costa aqui é observar se há parceiros que enriquecem essas atividades com gamificação e programação, por exemplo. “Pensar o aprendizado dessa forma que prioriza a prática ao invés do foco integral no material didático o torna algo mais leve e até divertido, trazendo o prazer para a prática do idioma. Além disso, colocar as pessoas em situações cotidianas de uso da língua ajuda a trabalhar a segurança que elas terão quando tiverem que as encarar na veracidade do dia a dia.

4 – Preparo dos professores
Mas a metodologia por si só não possui valor se não for aplicada por professores preparados e capacitados para aplicá-la e para transferir seu conhecimento sobre a disciplina. O docente é o elo entre o que deve ser ensinado e o que é aprendido e sem ele o processo não se completa. Ou seja, ele é peça chave dentro da dinâmica do conhecimento e apenas ser proficiente no idioma não é suficiente: é preciso ter preparo para empregá-lo no contexto da sala de aula.

Nesse sentido, ao visitar uma escola ou tirar suas dúvidas sobre uma instituição, invista em perguntas sobre o quadro de profissionais. Entenda se eles possuem formações específicas para o inglês ou certificações internacionais, quanto tempo estão na área e se há planos de o colégio investir periodicamente em atualizações ou em formação continuada para eles.

5 – Avaliação
A avaliação é, além de um instrumento acadêmico, uma forma de monitorar o progresso do aprendizado para entender o que precisa ser melhorado e o que está excelente. Com isso, é possível investir mais recursos em habilidades que estão mais fracas e menos naquelas em que há mais facilidade.

“Sem a mensuração os alunos ficam expostos a uma situação que é bastante recorrente no nosso país que é chegar ao final dos estudos e não conseguir colocar o aprendizado em prática. Ou seja, que não consegue falar ou se comunicar utilizando-o. E a única forma de coibir isso é acompanhando o processo por meio de ferramentas formais, como é o caso dos exames internacionais de proficiência, que levam em conta parâmetros objetivos internacionais para conduzir a evolução”, diz o senior assessment manager de Cambridge Assessment English no Brasil.

Também são essas certificações exigidas nos processos seletivos de universidades fora do Brasil. Então, se o objetivo dos pais é não apenas o aprendizado em si, mas também que ele traga oportunidades e abra portas mais tarde, como para estudos no exterior, é primordial avaliar se a escola utiliza apenas documentos internos ou se oferece a possibilidade de que o estudante já saia equipado para a possível vivência internacional.

Os benefícios se estendem aos alunos, que ficam em vantagem ao concluir o período escolar já de posse do documento que muitos só alcançam já na vida adulta; e aos pais, que tendem a confiar mais no investimento feito, uma vez que essas provas seguem padrões linguísticos internacionais.

Sobre Cambridge Assessment English
Cambridge Assessment English é o departamento sem fins lucrativos da Universidade de Cambridge especializado em certificações e avaliação da língua inglesa com um amplo portfólio para diferentes públicos e objetivos. Com mais de 100 anos de tradição e atuando em mais de 130 países, os certificados Cambridge Assessment English são reconhecidos internacionalmente por mais de 20 mil instituições, empresas e órgãos governamentais no mundo todo. O departamento conta com os melhores especialistas na área de avaliação linguística, que se dedicam ao desenvolvimento e ao controle de qualidade dos exames Cambridge English. No mundo todo, mais de 5 milhões de pessoas prestam os exames anualmente.

Publicação:

Sobre o autor

Vagner Apinhanesi

Jornalista na Editora Educacional.

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