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Estudantes do Colégio Marista Arquidiocesano criam projeto para valorizar a cultura indígena

Edição Guia escolas

Alunos do 4º ano do Ensino Fundamental do Colégio Marista Arquidiocesano, localizado em São Paulo/SP, engajados na temática pós-pandemia “O futuro que queremos”, estão produzindo um projeto denominado “Salvem os indígenas. Eles são parte de nós!”, que visa reconhecer aspectos culturais para conscientizar a população da importância e do respeito às comunidades tradicionais.

Nas aulas de História, Geografia e Língua Portuguesa, os estudantes tiveram contato com diversos materiais – textos, reportagens, vídeos – relacionados aos povos originários. Com isso, alguns questionamentos surgiram: por que os indígenas fazem parte do grupo de risco (na pandemia do novo coronavírus)? Como os indígenas cuidam dos idosos?  Por que é importante proteger esses povos? Como podemos ajudá-los? O que eles precisam atualmente?

Como objetivo geral, a professora responsável pelo projeto, Michele Assunção Rodrigues, pretende fazer uma retomada dos aspectos culturais indígenas, visando conscientizar a sociedade sobre a importância de protegê-los. “Além disso, iremos proporcionar aos alunos a oportunidade de pesquisar sobre a influência desses povos na nossa cultura e analisar a situação atual das aldeias, buscando alternativas de intervenção social e utilizando a tecnologia como aliada em todo o processo”, explica a docente.

A turma realizou também uma videoconferência com a pastoralista do colégio Hortência Novais, que trabalhou com os povos indígenas Guarani-Kaiowás e Terenas, nas aldeias Jaguapiru e Bororó, na Reserva Indígena de Dourados (MS). Ela pode compartilhar com a turma um pouco de sua vivência e experiência no assunto.

De acordo com Michele, o diálogo irá permitir que os alunos conheçam mais profundamente sobre o atual contexto desses grupos. “Nesse momento de pandemia, muitas aldeias estão passando por necessidades, pois as atividades turísticas, venda de artesanato e oficinas culturais estão suspensas. Em nossas pesquisas, descobrimos que muitas comunidades recebem doações de alimentos, mas ainda necessitam de ajuda com produtos de limpeza e higiene”, esclarece.

Para ela, com o desenvolvimento desse projeto, os alunos ampliarão seus conhecimentos acerca das diferentes culturas indígenas e das especificidades que envolvem o tema. “Assim, terão condições de compreender melhor a importância de respeitar e intervir a favor desse grupo social, por muitas vezes excluído de nossa sociedade”, frisa.

Em parceria com a Pastoral Indigenista da Arquidiocese de São Paulo e o Conselho Indigenista Missionário (CIMI), a turma também irá organizar uma campanha de arrecadação de produtos de limpeza, higiene e fraldas que serão encaminhados para a aldeia Urui’ty, no município de Miracatu, no Vale do Ribeira (SP).

As atividades fazem parte do Projeto de Intervenção Social (PIS) do colégio, uma prática pedagógica Marista que promove o diálogo e o protagonismo, permitindo entender as necessidades humanas e sociais, questioná-las e traçar caminhos para enfrentar as problematizações contemporâneas.

Em meio ao distanciamento social, atualmente as aulas, ao vivo, estão ocorrendo em ambiente virtual.

Para saber mais sobre a Rede Marista de Colégios, acesse www.colegiosmaristas.com.br.

Publicação:

Sobre o autor

Vagner Apinhanesi

Jornalista na Editora Educacional.

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