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Colégio Santa Maria mantém formação docente on-line na pandemia de Covid-19

Edição Guia escolas

A formação docente continuada é uma prática tradicional no Colégio Santa Maria, que ao longo do ano disponibiliza a seus professores seminários e cursos variados, além de reuniões pedagógicas semanais. Nestes encontros, que integram a carga horária do corpo docente, educadores e gestores fazem, a cada semana, um balanço dos trabalhos e tratam de assuntos pertinentes às suas séries. Com o distanciamento imposto pela quarentena devido à Covid-19, as reuniões ocorrem pela plataforma on-line Zoom, e a temática ganhou novos contornos, mas permanece a essência pedagógica do trabalho, expressa no Projeto Político Pedagógico (PPP) do colégio, alinhado com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

No Ensino Fundamental I, por exemplo, como o contexto de aprendizagem e socialização mudou radicalmente, foi necessário reacomodar as dinâmicas, propostas, linguagens, formas de interação, entre outros aspectos. Para a orientadora pedagógica do 4º ano, Ana Claudia Florindo, o ambiente virtual exige um novo entendimento do professor, do aluno e das famílias a respeito do que é ensinar e aprender, por isso as reuniões semanais passaram a priorizar esse contexto.

“Trouxemos à tona temas como trabalho em grupo remoto, formas atrativas e criativas de aulas online, recursos tecnológicos para ampliar a interação entre aluno e professor, diferenciação pedagógica a distância, interdisciplinaridade, metodologias ativas e projetos em modo online”, explica Ana Claudia. “Como é tudo novo, estamos acertando o tom à medida que o processo vai se estabelecendo, mas a equipe está muito mais integrada, e o campo de discussão e reflexão ampliou-se significativamente”, conclui a educadora.

Também no Ensino Fundamental II o ambiente on-line tomou as reflexões das reuniões pedagógicas semanais. O foco está na adaptação do currículo presencial para o virtual, mas as discussões seguem permeadas por temas anteriormente traçados, como metodologias ativas, avaliação das aprendizagens na perspectiva formativa e feedbacks aos estudantes. A nova realidade é encarada com otimismo por representar evolução e ruptura.

“O momento atual da Educação vem desinstalar os educadores que ainda se apegam às perspectivas fechadas de ensino, aprendizagem e avaliação, ancoradas na ideia de controle. Penso que a descoberta e o desenvolvimento de estratégias de aula, na linha das metodologias ativas com uso das linguagens permitidas pelas ferramentas digitais, têm marcado um movimento sem volta dos professores, no sentido de mudarem as práticas tradicionais de ensino”, pondera a orientadora pedagógica do 8º ano, Maria Cristina Forti.

Os professores do Ensino Médio vivem uma realidade um pouco diferente, já que este ano o Santa Maria inaugurou uma fase nova no segmento com a implantação da reforma do Ensino Médio, incialmente com as turmas da 1ª série. Mesmo antes da crise pela pandemia de Covid-19, o uso da tecnologia já era previsto de maneira mais efetiva graças à parceria com a Google for Education, plataforma que oferece programas e recursos para professores e alunos, auxilia na organização de tarefas e possibilita um aprendizado personalizado com a implementação de metodologias ativas.

Nesse contexto, sobretudo após a suspensão das aulas presenciais, o foco da formação docente no Ensino Médio passou a ser o uso das inúmeras possibilidades que as ferramentas da plataforma oferecem.

Mesmo reconhecendo as dificuldades deste momento, o diretor do Ensino Médio, Silvio Freire, encara as mudanças com otimismo. “Neste novo cenário, o professor passou a conhecer as novas tecnologias e a colocar em prática tudo o que aprendeu. E é só numa situação real com os alunos que o processo de aprendizagem acontece. A Educação passou a ser mais transformadora, tanto para professores quanto para os alunos”, explica.

Professora de Web e Mídias Digitais no Santa Maria, Elizabeth Fantauzzi tem auxiliado os colegas no uso das ferramentas disponíveis para as lives e as videoaulas. Ela acredita que a educação não será mais a mesma depois da quarentena.

“Nós tivemos uma curva ascendente de aprendizagem em relação à equipe pedagógica e aos alunos. A tecnologia vai ficar inserida nessa prática diária. O momento atual é de compartilhamento, de socializar conhecimento”, diz a educadora.

O Colégio Santa Maria ainda manteve em atividade seu centro de estudos. Desde o início da quarentena, o Prisma, como é chamado o núcleo de capacitação para educadores do colégio, alterou seu calendário de cursos e seminários para atender às novas demandas, utilizando também o Zoom como ferramenta de comunicação.

A abordagem das aulas está voltada às habilidades para o ensino remoto, às competências socioemocionais em tempo de distanciamento social e ao mindfulness, que tem por objetivo auxiliar os professores a treinarem a atenção plena para diminuir o stress e a ansiedade. “Nosso trabalho neste momento é buscar novos caminhos e possibilidades”, afirma a coordenadora do Prisma, Suzana Torres.

Para saber mais sobre o Colégio Santa Maria, acesse http://bit.ly/2T5UAbk; e sobre o Prisma, https://bit.ly/2UdBDlf.

Publicação:

Sobre o autor

Vagner Apinhanesi

Jornalista na Editora Educacional.

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