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Comunidades de aprendizagem on-line promovem troca de conhecimento no Colégio Santa Maria

Edição Guia escolas

“Aprender junto” talvez seja a definição mais simples possível do que se faz em uma comunidade de aprendizagem, ou seja, em um espaço onde se estabelece uma relação educativa. É nesse ambiente, na sala de aula ou fora dela, que professores e estudantes trabalham de forma cooperativa.

Esse tipo de processo é uma prática estabelecida no Colégio Santa Maria, mesmo depois da chegada do ensino remoto. Educadores realizam encontros via Zoom e alunos participam de salas simultâneas, divididos em grupos menores. É nesse momento que a troca entre eles acontece de uma maneira espontânea com a supervisão dos professores.

Tereza Calderon, aluna do 3º ano do Ensino Fundamental, tinha boa comunicação na classe, mas depois que as aulas passaram a ser a distância, ficou desmotivada. Com a interação nos grupos menores formados para facilitar a troca de saberes, ela está bem mais participativa. “Eu ajudo um amigo quando ele se perde”, explica.

Lucas Masuko, seu colega de série, é outro exemplo. Bastante tímido no início do ensino remoto, acabou se adaptando ao novo modelo. “A gente vai se ajudando até tudo dar certo”, afirma, animado.

“Nas salas simultâneas há cooperação entre eles porque compartilham ideias”, revela a professora de ambos, Claudia de Oliveira, que também vivenciou a importância dessa comunidade de aprendizagem. Com menos domínio da tecnologia, a educadora tinha muito receio de não dar conta do novo formato por falta de prática com o ambiente virtual e contou com o auxílio das colegas para poder fazer uso dos recursos disponíveis na internet. “Nós tivemos pouco tempo de adaptação, por isso, as trocas entre a equipe foram muito produtivas”, declara.

Segundo a orientadora pedagógica do 3º ano do Ensino Fundamental, Marcia Almirall, os próprios educadores necessitam desse tipo de vivência para que também promovam um ambiente comunitário entre seus alunos. “Em uma comunidade de aprendizagem não existem papeis, todos podem dar ideias, opinar, discordar e construir seus pares”, explica Marcia.

Rafaella Derballe, ex-aluna e professora há quase três anos no Colégio Santa Maria, também reconhece os benefícios dessa dinâmica. Acostumada a pesquisar aplicativos que dão suporte às aulas, ela passou a interagir muito mais com as colegas.

“Antes da pandemia, nossos encontros eram semanais, no ensino remoto passamos a conversar até mesmo diariamente no início do processo. Além da troca de habilidades entre as professoras, passamos a nos conhecer tanto profissional quanto pessoalmente”, diz a professora. É a força do espírito coletivo se apresentando no processo remoto de aprendizagem.

Para saber mais sobre o Colégio Santa Maria, acesse http://bit.ly/2T5UAbk.

Publicação:

Sobre o autor

Vagner Apinhanesi

Jornalista na Editora Educacional.

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