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Crônica de Antônio Prata vira HQ feita por alunos do Colégio Mary Ward

Edição Guia escolas

A atividade de elaboração de histórias em quadrinhos sempre aplicada aos alunos de Língua Portuguesa do 6º ano do Ensino Fundamental do Colégio Mary Ward, instituição localizada no bairro do Tatuapé, ganhou uma nova forma durante o período de suspensão das aulas presenciais.

Os alunos produziram as HQs na plataforma Story Board That, como parte do conteúdo sobre o gênero textual. Primeiro foi proposta a elaboração com tema livre, e, depois do retorno positivo, as crianças foram desafiadas a se inspirar em uma crônica do jornalista Antônio Prata.

A professora da disciplina, Francimara Oliveira, explica que deu a aula de HQs por Hangout (plataforma de comunicação on-line), falando sobre os tipos de balões, as funções das imagens, das letras e como dever ser, e então pediu para eles fazerem uma HQ no papel e tirarem foto.

“Pelo primeiro resultado foi possível perceber que eles não de dedicaram tanto, então mudei a estratégia, pois estava claro que a atividade que acontecia no presencial não iria dar certo da mesma maneira à distância. Fiz pesquisas e conheci o Story Board That. Eles amaram!”, conta.

O exercício deu tão certo que na aula seguinte, específica sobre crônicas, Francimara foi surpreendida pelo retorno dos pequenos e deixou como lição de casa transformar a crônica Menino mau, do jornalista Antônio Prata, em histórias em quadrinhos.

“Percebi que eles colocaram em prática tudo o que tinham visto na aula, como tipos de balão, coisas que eles não tinham usado quando fizeram no papel e ficou incrível. É mais interessante e diferente, pois vai além da tradicional apresentação e posterior atividade no livro. Eles gostaram, então valeu a pena”, compartilha a professora.

Como na primeira atividade o tema era livre, as crianças soltaram a imaginação: houve desde histórias baseadas na quarentena que estão vivendo, até contos de castelos e princesas. Nos anos anteriores, a turma chegou a ficar uma semana inteira em cima de uma mesma produção, porque com o auxílio da professora no momento, há a orientação de como fazer a letra, o contorno e a forma conforme o gênero. O site facilita no processo de criação, e, no próximo ano quando for trabalhar HQs, a docente irá utilizar a plataforma, pois acredita que foi um recurso muito interessante descoberto nesse momento, e provavelmente não saberia da existência se tivesse no presencial.

“Essa experiência abriu minha visão. Conheci novos recursos e estou usando plataformas que antes não usava em aulas presenciais pois a dinâmica de trabalho era outra. Ver o engajamento e a felicidade deles foi muito importante. Na outra aula eu não havia perguntado sobre a atividade e eles falaram que foi muito legal”, finaliza Francimara.

Publicação:

Sobre o autor

Vagner Apinhanesi

Jornalista na Editora Educacional.

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