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Desenvolvimento das habilidades socioemocionais (Parte 1)

Edição Guia escolas

Resiliência após a violência

Por Usable Knowledge – Havard Graduate School of Education (publicado em 20/02/2018)

É difícil responder ao tiroteio ocorrido na escola Marjory Stoneman Douglas High School em Parkland, Flórida, sem ser dominado por sentimentos diversos como medo e tristeza. As causas são complexas, sua frequência e o fatalismo sombrio envolve a política de armas e de educação.

A Havard Graduate School of Education reuniu uma série de informações para ajudar educadores e pais a lidarem e começarem a construir resiliência – uma das habilidades socioemocionais – em suas famílias e comunidades escolares.

Primeiro: como falar com crianças
Quando um incidente assustador e violento ocorrer, permita que a idade de desenvolvimento do seu filho guie sua resposta, diz o psicólogo Richard Weissbourd, co-diretor do projeto Making Caring Common. E mantenha suas palavras e conceitos simples e reconfortantes.

“Muitas vezes, o que as crianças e os adolescentes mais precisam é ter alguém em quem confiam, que ouça suas perguntas, aceite seus sentimentos e está próximo a eles. Não se preocupe em saber o que é perfeito para se dizer – não há resposta que mostrará que tudo está bem”.

Algumas orientações, para pais e professores, que o psicólogo destaca para lidar com incidentes de violência:

  • Ouvir as crianças: o que as deixam com medo, suas dúvidas.
  • Fale com as crianças: quando não falamos sobre tópicos difíceis, podemos inadvertidamente deixar as crianças sozinhas para lidar, diminuindo a capacidade de processar seus sentimentos.
  • Pense em como você está gerenciando seus próprios sentimentos: Cuide-se e perceba que a forma como você responde ao trauma pode ajudar a construir a resiliência das crianças.

O poder da voz do aluno
Estamos encontrando esperança na incrível força das vozes dos alunos na sequência da tragédia de Parkland. Alguns alunos entraram em um papel ativista, usando suas plataformas de mídia social como uma ferramenta para agência e advocacia. Essas ações tem inspirado estudantes a se juntarem em campanhas relevantes, como por exemplo a #NeverAgain no Facebook e no Twitter.

Pesquisadores apontam que uma cultura escolar positiva e o desenvolvimento de normas sociais saudáveis são fundamentais na prevenção de uma ampla gama de problemas sociais e emocionais. Os alunos, atuando juntos, são capazes de mudar essas normas.

Os alunos têm um ponto de vista e uma forma de pensar a cultura escolar diferente dos adultos, diz a professora Gretchen Brion-Meisels, da Harvard Graduate School of Education. Ela descreve cinco maneiras pelas quais as escolas podem integrar as vozes dos alunos em suas práticas e políticas – tudo isso pode ser útil à medida que as escolas pensam sobre como criar resiliência. Entre eles:

  • Solicitar regularmente o feedback dos alunos. Use pesquisas e outros métodos para coletar dados da rotina escolar ou pergunte aos alunos o que está acontecendo, como eles se sentem sobre suas aulas e sugestões sobre políticas, cultura e o clima escolar.
  • Envolver os estudantes para pensarem e avaliarem sua escola. As escolas podem treinar estudantes para coletar e analisar os dados eles mesmos. Esses jovens pesquisadores podem então criar seus próprios questionamentos de pesquisa e usar observações e comentários de seus colegas para tirar conclusões sobre o que bem, o que pode ser melhorado e como ajudar.

As escolas devem normatizar processos de dar e receber feedback ou seja, dialogar, diz a professora Brion-Meisels – algo que não só pode melhorar a cultura de uma instituição, mas pode criar o tipo de confiança que pode levar os alunos a reportarem comportamentos preocupantes entre os colegas.

“A chave é agir em vários níveis ao mesmo tempo – não apenas reagir. Tenha um plano sobre como construir uma cultura positiva em toda a escola, como apoiar os professores na construção de um clima de sala de aula positivo e como fornecer suporte direcionado para estudantes que necessitem. Então, quando ocorre um incidente, os educadores podem fazer perguntas não apenas sobre essa interação individual, mas sobre o que está acontecendo dentro da escola que pode estar facilitando esses tipos de problemas”, diz Gretchen Brion-Meisels.

Abordagens para criar um clima escolar acolhedor
Na sequência de uma tragédia, como a que ocorreu na escola de Parkland, os educadores estão pensando sobre como eles podem garantir que suas escolas sejam acolhedoras e que os alunos ter um sentimento de pertencimento. Esse sentimento de pertencimento é fundamental para o crescimento acadêmico, mas também é essencial na criação de um ambiente protetor que rejeite o bullying, onde os atos violentos extremos não são pensáveis e onde os alunos com dificuldades são identificados e acolhidos.

Uma estratégia é “convocar uma equipe de pessoas interessadas, que representam diferentes partes da comunidade escolar (famílias, membros da comunidade, professores e alunos) e pensem de forma articulada sobre o clima escolar”, diz Brion-Meisels.

Este conteúdo é uma sugestão do Nuvem9Brasil, um programa de educação das competências socioemocionais que proporciona aos alunos da Educação Infantil ao Ensino Fundamental das escolas particulares, públicas e ONGs a aquisição e o fortalecimento de valores humanos essenciais, como Honestidade, Cooperação, Perseverança e Gentileza. Atende mais de 500 mil alunos nos Estados Unidos, México, Colômbia, Chile, Costa Rica, República Dominicana e Porto Rico. No Brasil, está disponível em Língua Portuguesa e Inglesa. Saiba mais em www.nuvem9brasil.com.br.

Publicação:

Sobre o autor

Vagner Apinhanesi

Jornalista na Editora Educacional.

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