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Papel do jovem politizado é tema de live da Beacon School

Edição Guia escolas

O cientista político Christian Lohbauer foi o convidado da segunda edição do Beacon Teen Talks, um bate-papo que integra a iniciativa de lives Beacon Talks, mas com o olhar voltado aos adolescentes. A conversa reuniu não apenas jovens, mas pais, familiares e educadores da Beacon School para uma reflexão sobre como a nova geração pode fazer a diferença na sociedade.

O encontro virtual ocorreu no dia 3 de junho e foi conduzido pela diretora Vera Nicol Giusti, que introduziu as perguntas do público e debateu com o convidado iniciativas educacionais para a formação de cidadãos engajados e com pensamento autônomo e crítico.

Mestre e doutor em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (USP), Lohbauer é professor de Relações Internacionais desde 1998. “No Brasil, percebemos que a discussão política era quase um tabu, muito distante da população. Porém, aos poucos essa conversa está se tornando mais próxima das pessoas, que sentem os impactos da administração pública em suas vidas”, avalia.

Lohbauer defende que é preciso aprender a cuidar daquilo que é de todos, da propriedade coletiva, com honestidade e responsabilidade. “Precisamos entender que algumas instituições pertencem a todos, por isso temos de cuidar delas até para poder desfrutar. Não existe sociedade próspera onde o indivíduo olha somente para si mesmo”, reforça.

Para o cientista político, a pandemia se mostrou um exercício árduo, mas interessante de cidadania, porque provoca a reflexão sobre o impacto de suas ações sobre os outros. “A ideia de usar máscara, por exemplo, significa que eu estou cuidando de mim e do outro. Não é cômodo, mas é necessário. É um exercício de consciência coletiva. Vivemos em sociedades que priorizam o individualismo, a ação individual. As sociedades mais prósperas são aquelas que têm a cultura de olhar para o coletivo”, afirma Lohbauer.

Conceitos como colaboração e sentimento coletivo podem ser ensinados às crianças por meio da observação dos familiares no dia a dia. Na faixa etária de 12 anos a 13 anos, a consciência de coletividade passa a ser mais complexa. “Eles começam a olhar à sua volta e ver as diferenças sociais e a se incomodarem com isso, e aí aparecem as boas perguntas. Por que as coisas são assim? Como fazemos para que isso não seja mais desse modo? Cabe a nós fornecermos as opções de respostas para eles refletirem e desenvolverem seu pensamento crítico autônomo e chegarem às suas próprias conclusões”, diz Lohbauer.

Na educação, o professor defende que o ensino da história recente do país pode ajudar a entender melhor os fatos e seus reflexos na sociedade atual. A participação em grêmios estudantis e projetos sociais aproxima os jovens de diferentes realidades, também contribuindo para o desenvolvimento de valores como empatia, liderança, diplomacia, dentre outros. “O exercício da cidadania, no final de tudo, é a felicidade”, arremata Lohbauer.

Abaixo, o vídeo com o bate-papo na íntegra. Para saber mais sobre a Beacon School, acesse http://bit.ly/2UAgsLw.

Publicação:

Sobre o autor

Vagner Apinhanesi

Jornalista na Editora Educacional.

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