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Projeto do Colégio São Luís estimula atuação cidadã dos alunos

Edição Guia escolas

Por meio de um sistema de representação estudantil que propõe o trabalho conjunto entre o Grêmio e o Conselho de Representantes de Classe, o projeto Democracia e Participação vem reafirmar o compromisso dos jesuítas de formar jovens comprometidos, conscientes e dispostos a servir ao próximo.

Mais que dar espaço para que os alunos do 6º ano do Ensino Fundamental à 3ª série do Ensino Médio se manifestem e lutem pelas mudanças que desejam ver, o projeto visa prepará-los para que tenham uma atuação cidadã consciente.

Por meio da vivência política na escola, eles aprendem desde cedo a valorizar o seu voto, a buscar consensos e a atuar dentro das instituições democráticas. Ao mesmo tempo, desenvolvem a responsabilidade e o cuidado, reconhecendo o valor da diferença na convivência entre alunos de 10 a 18 anos, dos cursos diurno e noturno.

“Sobretudo, a representação estudantil foi pensada como uma oportunidade pedagógica para potencializar iniciativas interdisciplinares, que tenham essas características de engajar a comunidade, em diferentes segmentos, por meio de uma experiência ativa e concreta”, observa o Coordenador da Dimensão Socioambiental da Humanística, Rafael Araújo.

Democracia Aloisiana
Inspirada em nossa República, a divisão de poderes no Colégio São Luís tem no Grêmio o Poder Executivo, enquanto a elaboração dos projetos cabe ao Conselho de Representantes, que se reúne em assembleias, como fazem os deputados. A Direção zela pelo estatuto e verifica o que pode ou não ser feito, numa atuação que se assemelha ao Judiciário. Uma vez por mês, diretores ou coordenadores-gerais abrem espaço na agenda para uma reunião deliberativa com os presidentes do Grêmio e do Conselho de Representantes.

Com respeito à pluralidade de ideias e ao compromisso com a convivência entre diferentes, cada detalhe do projeto Democracia e Participação foi pensado – e explicado aos alunos – com cuidado. Seguindo o princípio de paridade de gêneros e de representatividade entre as séries, as chapas candidatas ao Grêmio deviam ter estudantes do 6º ano do Fundamental à 3ª série do Ensino Médio, liderados por dois presidentes, um menino e uma menina.

Em junho ocorreram as eleições diretas, e o processo envolveu uma fase de campanha, em que os alunos prepararam propagandas para as TVs internas e os murais, e um grande debate, que reuniu cerca de mil alunos no ginásio. A decisão deu-se por voto secreto e facultativo via Moodle.

No caso dos representantes, o trabalho começou por uma reflexão sobre as características de um bom líder. Assim, os estudantes votaram em dois colegas, novamente um menino e uma menina, que julgaram estar mais preparados para o cargo. Se o escolhido não quisesse assumir, era só declinar a indicação e passar o posto para o segundo mais votado.

Formação política
Antes de elaborarem suas campanhas, os candidatos ao grêmio passaram por um workshop de marketing eleitoral, em que aprenderam conceitos básicos da propaganda e questionaram o que lhes parece ético para ser realizado dentro da escola.

Houve também dois encontros de formação política, reunindo os representantes e o Grêmio, diurno e noturno, num total de 155 estudantes. “Fomos à Vila Gonzaga para realizar uma série de dinâmicas, em que conscientizamos os alunos sobre a importância da escuta, o respeito ao lugar de fala e a valorização das diferenças”, comentou a coordenadora da Humanística, Caroline Freitas, que está à frente do projeto Democracia e Participação junto com Rafael.

Nessa ocasião, que aconteceu durante a Semana Inaciana (no início de agosto), os representantes puderam simular a apresentação, o debate e a votação de um projeto. Enquanto isso, os alunos do Grêmio começaram a elaborar o estatuto para regular o sistema. “Temos pouco tempo e nossa expectativa é alta. Não apenas para interferir nas coisas que acontecem na escola, mas para fazer esse projeto dar certo”, comentou o presidente do grêmio diurno, Rafael Campos.

Ainda que compartilhe da mesma ansiedade para promover mudanças, a presidente do grêmio noturno, Isabela Camargo, tem uma visão já bastante otimista. “O Colégio São Luís deu um voto de confiança aos alunos, uma coisa muito rara hoje em dia, ou seja, dar voz aos jovens, acreditar que eles têm a responsabilidade para assumir atos políticos”.

Para saber mais sobre o Colégio São Luís, acesse https://goo.gl/Mtwa3H.

Publicação:

Sobre o autor

Vagner Apinhanesi

Jornalista na Editora Educacional.

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