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Textos sobre educação publicados no Guia Escolas


Resenha do livro "Um dia desses", por Manoel Gonçalves

Um dia desses

Criança é uma incógnita sempre. Nunca dá pra saber o que estão realmente pensando e o de onde tiram as famosas frases desconcertantes, não é mesmo? Mas é isso que torna fascinante o fato de ser pai ou mãe. Isso que inspira e enriquece a difícil, mas prazerosa, tarefa de educar os filhos.
As descobertas surpreendem aos pequeninos e a nós, babões de plantão (nesse “ninho de mafagafos” pode-se incluir todo mundo: pais, mães, tios, padrinhos, avós etc). Desde o dedinho que serve de brinquedo e para colocar na boca até mesmo os primeiros traços da puberdade. Por exemplo, seus filhos se confundem com datas? Eles perguntam quando vai chegar o dia que o papai e a mamãe estão em casa ou que eles podem sair para brincar com os amigos, sem o compromisso de ir à escola? Então conheça o João e saiba como ele conseguiu entender melhor isso tudo.
João é um garotinho muito curioso, mas como toda criancinha, ainda se confunde com datas e dias da semana. A mãe tenta ajudar, mas João não entende nada. Porém, os acontecimentos de sua primeira semana na escola contribuem para que ele vivencie o problema e aprenda de vez os dias da semana. O livro “Um dia desses” de Ana Maria Machado, da coleção Barquinho de Papel da editora Ática, é muito dinâmico e ajuda a criança a compreender quais são os dias da semana. A obra possui um colorido especial e não digo isso somente por causa de suas ilustrações, com estilo mais solto e repleto de cores, mas também por suas rimas, o que dá ritmo e graça à leitura. Ana Maria Machado consegue ainda colocar vida na leitura, adentrando no universo infantil, ao colocar João interagindo com seus amigos, sejam eles humanos ou animais. A leitura é gostosa e as crianças adoram.
Esse livro é muito especial, pois cativa muito a criançada. Uma dica: certifiquem-se de que não há nada que vai roubar-lhes a atenção e leiam tentando fazer as vozes dos bichos, cada uma com um tom ou sotaque diferente. Fiz isso uma vez para a minha filha mais velha e toda vez ela pedia para ler de novo. Quando outra pessoa lia sem imitar as vozes ela ouvia, mas queria do “meu” jeito. Então, quando eu voltava do trabalho, pedia para que eu lesse novamente, para ela dormir, mas dando vida aos personagens. Hoje ela é uma das que o interpreta para a minha filha mais nova. Claro, com as vozes de cada personagem.

Manoel Gonçalves


Publicado em 01/01/2010

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