Busca de Escolas e Colégios

Pesquise pelo nome da escola ou assunto
Busca Avançada de Escolas    Private Schools Advanced Search

Guia Escolas - Perguntas frequentes

por Edimara de Lima

O MEC supervisiona o terceiro grau, isto é os cursos de graduação e pós graduação; escolas de Educação Básica são supervisionadas por estados e/ou municípios.

No Portal da Secretaria Municipal de Educação você pode encontrar os endereços da Diretorias de Ensino do município, lá você poderá checar as escolas sob esta supervisão.

As escolas sob supervisão do Estado de São Paulo podem ser checadas no endereço: http://escola.edunet.sp.gov.br/pesquisas/Index_Escolas.asp

por Edimara de Lima

Seu filho está na Educação Infantil e a legislação não é tão contundente quanto a que rege o Fundamental e o Médio. A promoção de uma criança não está condicionada exclusivamente à faixa etária, mas a uma série de habilidades cognitivas e sociais que determinarão o seu sucesso no grupo seguinte.

O primeiro passo dessa análise é conhecer o Regimento da escola, nele devem estar claramente determinadas as normas de promoção dos alunos de um grupo para o outro. A segunda etapa é analisar se o seu filho preenche os requisitos apontados no Regimento. A última etapa seria analisar as variáveis:

  • Mudar de grupo no meio do ano mexe com a socialização, vale a pena correr este risco? Ele tem facilidade de adaptação? Como será a perda dos colegas?
  • Por que a necessidade de mudar para o grupo seguinte? Estou com receios de que meu filho “perca conteúdo” ou oportunidades de desenvolvimento? O grupo atual está realmente defasado para meu filho?
  • Estou tentando queimar etapas para acelerar a escolarização? Isto será positivo para meu filho?

Após refletir sobre estas questões, marque uma reunião na escola e apresente suas reflexões à coordenação. Pessoalmente não gosto de promover alunos baseada somente em um ângulo – o cognitivo ou o social – o ideal é manter um equilíbrio entre estas competências, sem limitar o avanço de algum talento específico; por exemplo crianças com pensamento matemático privilegiado podem avançar no conteúdo desta área do conhecimento, mas não apresentam a mesma facilidade para a área de línguas.

A sua decisão não é simples, reflita com cuidado e prudência.

por Edimara de Lima

A escola básica brasileira tem na prática quatro segmentos distintos – educação Infantil, Fundamental 1, Fundamental 2 e Ensino Médio. Cada segmento exige estruturas diferenciadas e profissionais com perfis e capacitações diferentes. Uma instituição pode ter um excelente curso no Fundamental 1 e ter um curso Médio regular; com isto pais devem analisar o segmento no qual o filho está inserido a cada etapa e verificar se as necessidades individuais e sociais estão sendo atendidas.

Uma metodologia específica, seja qual for, não é garantia de qualidade. O que garante o cumprimento de expectativas é a forma como a metodologia está sendo utilizada: professores competentes dentro de uma estrutura adequada. Crianças bem preparadas são bem sucedidas inclusive no enfrentamento de novas estruturas, pois isso é o que a vida exige. Mudanças são saudáveis e alavancam crescimento e maturidade dependendo da forma como são vistas (desafios ou obstáculos).

Converse na escola e se informe para onde vão os alunos egressos do Fundamental, isto pode lhe dar dados para serem analisados. Para finalizar confie no seu “olho de mãe” e tome a decisão que lhe dê maior segurança.

por Edimara de Lima

Aos três anos uma criança não consegue fazer relatos do seu dia, a menos que tenha acontecido algo memorável, nessa faixa etária e com pouco tempo de frequência também não se tem muitos amigos. Não querer ir à escola pode ter muitos significados e é necessário muita observação para que se chegue a uma conclusão próxima do real.

Cabe à escola fornecer informações que a deixem tranquila; comer bem significa o que? Para uns é um prato cheio, para outros é meio prato e em algumas situações um quarto de prato é uma festa. Indague sobre variedades e quantidades. Estar bem também é relativo; marque uma entrevista com a professora e apresente todas as suas questões. Analise com cuidado as respostas dadas e forme sua opinião.

Nós mães ficamos bastante ansiosas com esses passos de liberdade de nossos filhos, afinal não temos muito controle do que acontece fora do alcance de nossos olhares, mas nem por isso estamos isentas da procura de informação, a entrada na escola infantil é um fato marcante na vida escolar de um indivíduo e merece toda nossa atenção.

Perguntar e questionar não são sinais de falta de confiança na escola ou na professora, mas é a coleta de dados que a família necessita para acompanhar e participar da escolaridade de seus filhos.

por Edimara de Lima

A legislação educacional não prevê horários de entrada ou saída das escolas, apenas a carga horária anual (atualmente de 800 horas para a Educação Infantil e Fundamental, estando correndo alteração desse número no Congresso Nacional). Cada estabelecimento distribui sua carga horária de acordo com seu projeto pedagógico e coerente com características regionais.

Recomendo que marque uma entrevista com a direção da escola e coloque suas observações e suas necessidades, escute os argumentos e os analise com muito cuidado considerando que as regras devem atender a uma comunidade.

Caso não concorde com os argumentos apresentados pela direção, procure o órgão que supervisiona a escola de sua filha e encaminhe os seus questionamentos.

Toda escola regularizada junto aos órgãos governamentais (as de Educação Infantil estão submetidas às supervisões do município) deve possuir um projeto pedagógico onde se registra os objetivos do curso; os pais têm o direito de acesso a estes documentos, o primeiro passo seria pedir uma cópia do projeto para conhecê-lo. Após ler o projeto peça uma reunião com a coordenação ou direção e exponha suas dúvidas.

Para conhecer o que se espera de uma criança de três anos recomendo que busque na Internet o “Referenciais da Educação Infantil”, documento elaborado pelo MEC que dá as bases do currículo deste segmento. Existem boas revistas no mercado editorial que podem lhe fornecer informações sobre o esperado do nível de desenvolvimento das crianças entre três e quatro anos; recomendo também que conheça outras escolas e compare as propostas pedagógicas.

Família e escola devem manter diálogo constante, pois ambas se ocupam da educação de crianças e jovens; estes dois segmentos não devem competir entre si, mas construir uma aliança e esta exige objetivos claros de ambas às partes.

Existem palavras cujos significados dependem do contexto e “travada” é uma delas (como você bem assinalou com o uso das aspas). Uma criança que está nessas condições necessita que entendamos as causas de sua postura, ficar na mesma escola ou mudar podem não ser as únicas opções a serem consideradas.

Você aponta que as relações sociais estão harmônicas (ela não quer perder a roda de amigos), então outras questões podem ser consideradas: como é o relacionamento com a professora? Como a pressão está sendo feita? O “atraso” aparece só nas questões de linguagem ou se estendem às outras áreas do conhecimento? Houve alguma mudança significativa na rotina desta criança? Sua filha fez teste de acuidade visual nos últimos dois anos? Foi feito uma audiometria (teste de acuidade auditiva)?

Uma ou mais respostas positivas às indagações acima podem justificar o “travamento” da aprendizagem, uma psicopedagoga poderia orientar uma análise mais assertiva das causas que levaram sua filha a não progredir dentro do esperado; muitas vezes uma criança desenvolve uma dificuldade como forma de assinalar outros sofrimentos, assim como alguns indivíduos constroem úlceras ou alergias para descarregar frustrações.

Respire... Observe o contexto com as sinalizações acima mencionadas e tome a melhor resolução para sua filha de sete anos.

Mudanças nem sempre são negativas, muitas alavancam crescimento e desenvolvimento. Os critérios para analisar se deve permanecer na escola atual ou mudar não podem se restringir ao fato de "sofrer com tantas mudanças"; vejamos algumas questões que podem ajudá-la a tomar uma decisão:

  • A escola atual tem um bom currículo?
  • Sua filha apresenta um bom desenvolvimento escolar?
  • As exigências da futura escola serão atendidas pela atual?
  • Tem bons amigos? Está bem entrosada?

Caso as questões acima sejam respondidas positivamente, a mudança não é necessária no momento e sua filha poderá fazê-lo posteriormente. Caso haja empate, use o bom senso e o seu instinto materno (ele muitas vezes nos aponta direções que ignoramos e que deveriam ter o melhor da nossa atenção).

Muitas vezes queremos evitar um possível sofrimento dos nossos filhos, sem nos apercebermos de que isto é impossível, sofrer faz parte da vida e ajuda a construir o que chamamos de resiliência, isto é, a capacidade de suportar e superar frustrações. Ter a infância isenta de dor não é requisito que garanta a felicidade futura.

Sua questão gerou outra pergunta: por que seu sobrinho está em processo de alfabetização há três anos e ainda não consegue ler?

Antes de chegar na questão da promoção ou retenção, eu faria uma investigação buscando as causas desse atraso. Inicialmente buscaria questões físicas e me certificaria de que:

  • Visão está dentro dos parâmetros de normalidade, muitas crianças apresentam questões oftálmicas que passam desapercebidas para os adultos.
  • Audição: um bom otorrino faria testes de audiometria (capacidade de ouvir) e se este estiver a contento, poderia checar o Processamento Auditivo (como a criança ouve).
  • Algumas perguntas: falou na idade devida ou demorou? Adquiriu todos os sons da língua? Como é o seu nível de atenção (não vale ser muito atento só no videogame)?

Entender o processo escolar desta criança, me parece prioritário; na dúvida uma boa psicopedagoga poderia auxiliar na tomada de decisões.

A sua pergunta sobre promoção/retenção: cada escola tem um regimento (código de normas) que estabelece os critérios de promoção e por conclusão os de retenção. Peça uma cópia e leia com atenção.

As escolas possuem um “Conselho de Classe” que ao final de cada ano analisam os casos de alunos que estão em situação dúbia, e o conselho - normalmente - é soberano em suas decisões.

Reter um aluno pode ser a ajuda necessária ou uma decisão inadequada, somente quem conhece todos os ângulos (família, escola, aluno) poderia opinar com segurança e assertividade.

A legislação educacional não prevê horários de entrada ou saída das escolas, apenas a carga horária anual (atualmente de 800 horas para a Educação Infantil e Fundamental, estando correndo alteração desse número no Congresso Nacional). Cada estabelecimento distribui sua carga horária de acordo com seu projeto pedagógico e coerente com características regionais.

Recomendo que marque uma entrevista com a direção da escola e coloque suas observações e suas necessidades, escute os argumentos e os analise com muito cuidado considerando que as regras devem atender a uma comunidade.

Caso não concorde com os argumentos apresentados pela direção, procure o órgão que supervisiona a escola de sua filha e encaminhe os seus questionamentos.

As relações entre a escola e a família são primeiramente regidas por um contrato de prestação de serviços, onde se estabelecem normas que devem ser cumpridas por contratante e contratado. A segunda etapa desse relacionamento e a mais importante é construída no cotidiano através de diálogos, onde o questionamento é pilar de suma importância.

Não se pode considerar se o serviço é terceirizado ou fornecido diretamente pela escola, mas antes de tudo se analisa se está cumprindo sua função: fornecer alimentação saudável e atrativa aos alunos. Sabemos que crianças são excelentes manipuladores de situações potencialmente conflitivas e precisamos com cuidado e afeto distinguir o que são fatos e o que são fantasias (não necessariamente mentiras). Além de checar o cardápio (que deve estar disponível à família) peça para observar o almoço ou até ser convidado a participar dele em algum dia, forme sua opinião reunindo fatos e ouvindo outros alunos ou suas famílias.

A comunicação escola/família deve ser ativa e dinâmica e uma criança saudável não pode ficar uma semana com alimentação deficiente, o fato deveria ter sido comunicado e discutido com os pais.

O senhor reconhece a administração da escola como eficiente e uma das qualidades do bom administrador é ouvir sua equipe e sua clientela, procure a escola e se disponibilize a encontrar uma solução, no impedimento desta procure um estabelecimento mais coerente com suas expectativas.

A legislação disponível está voltada para as escolas estatais e não abrangem as singularidades da escola privada. A lei federal 11.947 de 16 de junho de 2009 é um dos referenciais utilizados, não encontramos nada referente à cardápios, a prefeitura municipal edita uma cartilha para cantinas escolares, mas esta está mais voltada para as condições de armazenamento e processamento dos alimentos. O sindicato das escolas particulares de São Paulo (SIEEESP - tel: 11 55835500) mantém um departamento jurídico que pode orientá-lo com mais propriedade.

Geralmente as crianças se desenvolvem em diferentes metodologias quando bem aplicadas e com a assistência de profissionais competentes, duas exceções se apresentam:

  • A criança ou jovem apresenta necessidades muito específicas (disléxicos se dão melhor em propostas fonéticas de alfabetização, por exemplo). Uma criança hiperativa não se adéqua a estruturas muito rígidas ou que não ofereçam possibilidade de movimentação por largos períodos de tempos.
  • A família escolheu uma escola com cujos valores não se identifica, a família é liberal e opta por uma escola de normas pouco flexíveis; a identificação de valores em disciplina e crenças dão melhor segurança ao filho e ao aluno que não se depara com regras diferentes e até opostas no seu cotidiano.

A escola ideal é a que acolhe o aluno e sua família, que oferece respostas às expectativas ou que sabe redimensioná-las à realidade dos indivíduos que compõem o universo familiar.

Os países do Hemisfério Norte, em sua maioria denominados de desenvolvidos, oferecem escola de período integral às crianças e aos jovens; o tempo de permanência na escola oscila entre seis e oito horas/dia. O meio período escolar não foi estabelecido por características psicológicas ou pedagógicas da infância e da juventude, mas por normas de estabelecimentos de ensino e de governos. Permanecer na escola em período integral é saudável, desde que todos os envolvidos no processo (escola e família) acreditem nessa possibilidade e que esta seja a opção e não a falta dela.

Outras possibilidades dependem da realidade familiar e da realidade da comunidade onde a família está inserida. Na França, existem projetos onde avós dão assistência a netos em locais para isso organizados. O interessante é que alternativas sejam procuradas para atenderem valores e crenças e não a culpas.

A classe que atende crianças de 6 anos é o primeiro ano do Ensino Fundamental (antigo pré). Esta sala de aula, como prevê a legislação brasileira, deve ser similar às da Educação Infantil, ou seja: deve propiciar movimentação organizada, utilizar muitos jogos e materiais pedagógicos que possibilitem o uso das mãos (criança aprende mexendo em objetos e coisas); o foco da aprendizagem está na aquisição da leitura e escrita e nos princípios matemáticos - sistema de numeração, operações fundamentais e desenvolvimento do raciocínio lógico. As demais áreas do conhecimento que devem constar obrigatoriamente do currículo são: Ciências, Estudos Sociais, Artes e Educação Física, outras áreas podem ser acrescidas a critério da escola.

Você conhece o seu filho melhor do que ninguém, por isso, tente imaginá-lo nas estruturas que lhe são apresentadas e escolha aquela que proporcione conforto, segurança e bom desenvolvimento acadêmico ao seu filho e não aos seus sonhos.

A escola deve ter valores similares aos seus e, neste caso, estará trabalhando junto com você as posturas inadequadas do grupo de meninas, que pode estar passando por uma fase de enfrentamento - se forem adolescentes - ou experimentando limites da professora, do próprio grupo ou das famílias.

Analise as posturas que você classifica como inadequadas, localize a sua origem (É a novela do momento? Algum padrão de “reality show”?). Use os critérios de frequência (As posturas aparecem sempre ou em algumas ocasiões específicas?), intensidade (Todas usam com a mesma densidade ou umas são mais suaves que outras?) e extensão (há quanto tempo isso acontece?). Após as suas reflexões, se concluir que são hábitos instalados e que estes não incomodam a escola e as demais famílias se conclui que houve uma escolha inadequada e você deve pensar na transferência de sua filha para outro estabelecimento.

P.S. Não tinha referência da idade de sua filha, não pude adequar os exemplos.

As escolas estão preparadas para atender uma diversidade de alunos com diferentes personalidades e necessidades, portanto, em princípio, irmãos podem e devem (também porque facilita a estrutura familiar) frequentar a mesma escola; a presença de irmãos mais velhos é saudável para a adaptação dos mais novos. Há exceções e nestas cada caso deve ser analisado nas suas singularidades e não por regras gerais; se o mais novo necessita de algum atendimento especial, precisamos efetuar uma análise mais acurada da estrutura da escola em relação às necessidades do caçula.

A lição de casa deveria prescindir de auxílio dos pais, pois a escola não pode prever a disponibilidade destes; hoje pai e mãe são responsáveis pelo caixa da família e os projetos pedagógicos devem considerar esta realidade.

Veja por que seu filho necessita de tanta ajuda:

  • Ele não estaria usando as tarefas como recurso de ter presença física (ficar ao lado de...); neste caso tente não ficar o tempo todo ao lado dele, dê instruções e saia.
  • Está defasado em relação aos colegas, não tem a base necessária para desenvolver os trabalhos; procure a professora e se certifique desta hipótese, não espere a entrega das avaliações, providencie auxílio de reforço e recuperação.
  • Não se organiza para fazer as tarefas no período inverso ao da escola, deixando para “de noite”; prepare uma agenda e estabeleça um contrato, deixando bem claro as responsabilidades e as sanções para o seu não cumprimento.
  • Verifique se as tarefas não exigem tempo demasiado (este varia de acordo com a idade e tempo de escolaridade), neste caso marque uma entrevista com a coordenação pedagógica e converse a respeito de suas observações.

As possibilidades acima não são excludentes entre si, podem aparecer em duplas, trios ou todas. Conversar com a escola é sempre a melhor solução, faça isso individualmente apresentando a realidade do seu filho, acompanhe as soluções e volte a conversar caso os resultados não sejam satisfatórios.

Mudanças podem ser benéficas ou não, depende do motivo que a provocou. Muitas famílias mudam de endereço por necessidades profissionais de um dos pais ou de ambos, tudo depende de como encaramos a mudança, se ficarmos lamentando o que ficou para trás, o presente fica enlutado por muito tempo e pode trazer marcas que afetarão o hoje e o amanhã.

Alguns cuidados ajudam a amenizar as perdas (elas são inevitáveis nesta e em outras circunstâncias): manter contato com os amigos da escola anterior através de visitas, programas em comum (se for na mesma cidade) ou da internet e do telefone se a distância for maior. Fazer um álbum de boas lembranças (fotos, relatos) e falar muito sobre o que ficou, não construir tabus, pois estes são causas de sofrimentos desnecessários.

Alguns cuidados quanto aos conteúdos curriculares são importantes, pois nem todas as escolas oferecem o mesmo percurso e há de se oferecer ajuda quando necessário e pedir paciência com alguma repetição de matérias. As mudanças não são necessariamente causas de distúrbios quando tratadas como desafios da vida e não como obstáculos.

Conflitos físicos são esperados nessa faixa etária (menos a mordida, que é característica de fases anteriores), analise extensão (há quanto tempo acontece isso), intensidade (como o seu filho lhe conta o caso, tem muita mágoa, ou é razoavelmente “normal”; ele tem medo desse colega?) o importante é ver a reação do seu filho e não a sua. Frequência (acontece todos os dias, uma vez por semana?); tente ser imparcial nessa análise (é difícil, muito difícil). Qual é o papel do seu filho nos conflitos? Provoca? É passivo? Aceita provocação com facilidade? Fica paralisado e não reage? O resultado da “briga” tem trazido consequências como hematomas ou só orgulho ferido?

As conclusões da sua análise indicarão a atitude a ser tomada, se os dados não forem consistentes, pode ser que você esteja dando muita importância aos fatos e a raiva é sua e não do seu filho. Se suas observações são fortes, marque uma entrevista com a coordenação ou direção da escola (ah! autodefesa não se constrói a partir de agressividade) e juntas decidam as providências a serem tomadas (expulsão é processo muito complexo e por isso mesmo só é realizado em circunstâncias extremas).

Decisões dessa natureza devem ser tomadas com a cabeça fria, a “leoa” que mora dentro de todas as mães tende a atacar quem mexe com seus filhotes (eu também sou leoa, mas aprendi a ver os meus filhotes com suas qualidades e defeitos, e posso lhe garantir que o processo é longo e árduo). Educar os filhos exige que eduquemos a nós mesmos o tempo todo.

por Edimara de Lima

A família e a sociedade estão preocupadas em como preparar a geração, que neste momento se constrói, para assumir o novo mundo do século 21. Perguntas nos assombram como pais e como educadores: Quais serão as características do mercado de trabalho a ser enfrentado por nossos filhos e netos? Qual o perfil de uma pessoa bem-sucedida? Estarão as escolas preparadas para atender a estes novos objetivos? Como garantir a sobrevivência econômica de nossos herdeiros? Como garantir o equilíbrio emocional e afetivo? Como lhes proporcionar felicidade?

O início do século vem sendo marcado por mudanças rápidas em todos os níveis - social, político, econômico, tecnológico - trazendo a necessidade de uma nova escola.

A velocidade espantosa das conquistas tecnológicas exige maleabilidade e adaptabilidade, portanto aprender a aprender deverá ser o objetivo de toda a educação no século 21.

As escolas dividem-se, em primeira instância, em dois grandes troncos:

  • Tradicionais, as que têm no ensinar o centro de seu processo, portanto o aluno deve adequar-se à escola;
  • Renovadas, as que têm no aprender o seu maior objetivo e portanto a escola deve adequar-se ao aluno.

As escolas renovadas possuem algumas características comuns:

  • O aluno é o centro do processo pedagógico;
  • A função do professor é de mediar e facilitar a aprendizagem;
  • Os conteúdos são meios para se desenvolver o conhecimento e a habilidade de aprender;
  • Descartam a “escolarização” do conhecimento ou a falsa erudição;
  • O “compreender” é mais valorizado do que o “memorizar”.
  • A leitura compreensiva, crítica e a autoria de textos são objetivos primordiais;
  • A família é parceira ativa e imprescindível do processo educacional;
  • A valorização da qualidade e não da quantidade, da vida e não apenas do homem, os processos e não as prescrições (receitas, fórmulas) e a cooperação ao invés da competição.

Celestin Freinet, Maria Montessori e Rudolf Steiner desenvolveram metodologias que permanecem vivas e atuais em seus princípios. Jean Piaget, Lev Vigotsky e Paulo Freire foram pensadores e pesquisadores que revolucionaram a pedagogia e suas obras foram bases a metodologias de aprendizagem.

Especificidades advindas de posturas filosóficas ou produto de pesquisa diferenciam as metodologias renovadas, que são adotadas na íntegra ou parcialmente pelas escolas da atualidade.

Celestin Freinet - a leitura, a escrita, a realidade do meio em que a escola está inserida, jogos, desenhos livres, aulas-passeio e a correspondência interescolar são os instrumentos desta metodologia francesa que através da elaboração de jornais, diários e relatórios promove a cultura do conhecimento. Freinet lutou por conteúdos vinculados à vida, pelo trabalho gerador de prazer e pela valoração igualitária entre atividades manuais e intelectuais.

Maria Montessori - a única mulher entre os grandes educadores citados, tinha na visão sistêmica, na auto-educação e na ciência as bases do seu pensamento; a heterogeneidade das suas classes e o uso exaustivo de material concreto são suas características pedagógicas mais fortes aliadas à promoção da autonomia e a construção da Paz Universal, objetivos maiores da casa-escola sonhada pela educadora italiana que se declarou “cidadã universal” e recebeu três indicações ao Nobel da Paz.

Rudolf Steiner - a Antroposofia foi o alicerce do seu pensamento pedagógico tendo no currículo voltado às necessidades evolutivas do homem através do cultivo das atividades físicas, artísticas e artesanais, em todas as suas faces, a marca maior das Escolas Waldorf. O professor, orientador que acompanha seus alunos por todo o percurso da Educação Fundamental permite uma relação mais profunda e profícua, pois possui uma visão abrangente deste período.

Jean Piaget - pesquisou a aquisição do conhecimento pela criança e de seu trabalho nasceu o Construtivismo, processo pedagógico elaborado por seus seguidores. A escola construtivista possui ambiente que propicia a observação e a manipulação de objetos e situações, através das quais o aluno constrói seu conhecimento. A mediação do professor e grupos de aprendizagens interativas são características desta escola.

Lev Vigotsky - é o pai do sociointeracionismo; sua teoria privilegia a interação social como o grande instrumento pedagógico. A escola vigotskiana tem na linguagem o seu maior objeto de desenvolvimento, pois esta permite a experiência compartilhada que promove o amadurecimento das funções da inteligência, a compreensão e o desenvolvimento dos papéis e funções sociais. Partir do social para o individual é o percurso das atividades escolares preconizado pelo educador bielo-russo.

Paulo Freire - os aspectos político-sociais são a base do seu pensamento pedagógico; para este educador brasileiro o homem necessita viver a democracia desde os bancos escolares e é na troca, no diálogo professor-aluno, que o conhecimento é desenvolvido. A realidade que cerca a comunidade-escola deve fornecer os elementos de análise e pesquisa para educadores e educandos. A “leitura do mundo” é meio e fim da educação freiriana.

* Edimara de Lima, psicopedagoga e coordenadora pedagógica do Congresso Saber 2003

Expandir | Recolher todas as respostas

Não achou resposta ao seu questionamento? Mande-nos suas dúvidas sobre Educação ou sobre a formação dos seus filhos. O Guia Escolas encaminhará a questão a especialistas na área e as respostas serão publicadas aqui no Portal.

Acesse o Fale Conosco ou mande e-mail para falecomguia@editoraeducacional.com.br. Esperamos pela sua participação.

Facebook
Twitter
Loja Virtual